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Na Cidade Velha nasceu aquilo que identifica os cabo-verdianos |
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29 de Junho - O ministro da Cultura, Manuel Veiga, disse hoje que a inscrição da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade é o reconhecimento da comunidade internacional daquilo que torna a cultura cabo-verdiana "singular".
Manuel Veiga reagia à decisão da UNESCO, de incluir a Cidade Velha na lista de Património da Humanidade, tomada hoje pelo respectivo Comité daquela organização da ONU, reunido em Sevilha, Espanha.
"Sempre tivemos a percepção de que Cidade Velha é Património da Humanidade, mas tínhamos que levar o mundo a reconhecer esse valor. Essa candidatura significa o reconhecimento da grandeza da nossa «crioulidade», da nossa singularidade, da nossa diferença e do nosso contributo para a humanidade", afirmou.
Manuel Veiga disse ainda que, além de ser a primeira cidade construída por europeus em África, a Cidade Velha é também o "berço da nacionalidade cabo-verdiana".
"Na Cidade Velha nasceu aquilo que nos identifica, que nos torna singular, por isso é um orgulho para todo o Cabo Verde", explicou.
Manuel Veiga falou ainda das dificuldades que a comissão que preparou a candidatura enfrentou até conseguir que a inscrição fosse aprovada.
O relatório do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) sobre a Cidade Velha, apesar de reconhecer o valor universal do sítio, apresentou uma série de constrangimentos e recomendou que a candidatura fosse adiada para o próximo ano.
"Uma das razões apresentadas pelo ICOMOS ao sugerir o adiamento prendia-se com a questão do pacote legislativo sobre a Cidade Velha. Esse pacote foi aprovado pelo governo em Maio. A segunda tinha a ver com a gestão do sítio histórico, em que deveria haver um consenso alargado. Demonstramos que a gestão é um processo até levar as pessoas da Cidade Velha a ter a percepção do património que têm e agir em conformidade com a sua preservação era preciso uma atitude pedagógica", sustentou.
Manuel Veiga explicou ainda que a comissão de gestão foi constituída para se ter um "equilíbrio entre o poder local e central", uma vez que integra técnicos da autarquia, do governo e da sociedade civil da Cidade Velha.
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